segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A CONSTANTE PARCIALIDADE INSTRUMENTALIZADA




Vejo com interesse os constantes artigos de opinião, comentários, avaliações e dissertações sobre a questão dos professores, e da sua reivindicação para que os anos em que as suas carreiras estiveram congeladas sejam contabilizados. Refere-se, por exemplo, no Expresso de hoje que: 

"Se efectivamente o Governo aceitar que o tempo em que as carreiras dos professores estiveram congeladas, entre 2010 e 2017, conte para efeitos de progressão, então o esforço financeiro será de €650 milhões; e se isto for aceite todos os outros funcionários públicos exigirão o mesmo, o que custará mais €440 milhões ao Orçamento do Estado". 

Tudo certo, tudo válido, penso que é de aceitação geral que o estado que temos é demasiado pesado e ineficiente para o que nele se gasta. É de todo incomportável pedir esse esforço ao nosso país. E nem vou sequer entrar pelas diferenças que existem entre quem trabalha no Estado e no Privado. 

A minha única questão é: Porque é que um valor de 1090 milhões de euros é tão chocante e aviltante, mas já se aceita de forma tácita e com alguns resmungos entre dentes que o Estado, entre 2007 e 2015 tenha pago 13 mil milhões de euros para salvar bancos... privados? Diz um artigo no DN, aqui: 

"Desde 2007 a ajuda pública ao setor financeiro equivale a 7,3% do PIB e a um ano de receito do IVA". 

E assim e vê como a informação parcial, controlada para passar uma posição altamente polarizada, leva a uma atitude reactiva de todos nós, "malditos funcionários públicos", e nos faz esquecer quem de facto esteve no epicentro de tudo o que nos tem acontecido... 

(Fico a aguardar mais uma qualquer explicação fundamentada e altamente conhecedora, de como toda a nossa economia, indústria, país, e o próprio tecido da realidade de desintegraria se não salvássemos os bancos da sua própria especulação irresponsável... quando não criminosa...)




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